30.6.09

Audiovisual



Até que demorou. Mas Mathilde finalmente se encantou pelo mundo do audiovisual. Sim, sim, desenho animado.
Tudo começou com uns livrinhos. Mathilde tem livro à beça, e não tem brinquedo no mundo de que ela goste mais do que de ler seus livros. Ela adora sentar no nosso colo e ler junto conosco. E dentre toda sua biblioteca, os favoritos são os livrinhos de uma coleção que comprei um dia, despretensiosamente, de uma personagem até então desconhecida para mim, a Peppa Pig. Mathilde se viciou, e de uns tempos pra cá passou a chamar "Peppaaaaaa!" quando quer que leiamos com ela. Aquela coisa de criança, você lê quinze vezes seguidas o mesmo livro de figuras, com 6 páginas, e ela pede pra ler outra vez. Então fui pesquisar se havia outros livrinhos da Peppa no mercado, e descobri que na verdade a Peppa é um desenho, e os livros, um desdobramento do desenho. Catei no YouTube e achei alguns episódios em português (e outros tantos em italiano, francês, sérvio e polonês -- porque hoje em dia a educação de uma criança não pode ter esses limites, certo?). Pronto. Vício total. Até então ela nunca tinha achado tanta graça em desenhos porque quase não vê televisão. A única da casa fica no nosso quarto, ela acaba tendo pouco contato. Então para ela agora desenho é uma coisa que se vê no computador. E pega a gente pela mão, leva pro computador e pede "Peppa! Peppa!". Só tem 4 episódios em português, e eu já sei todas as falas de cor. Mas pelo menos é um desenho legal.
Esta semana fomos à consulta de rotina no pediatra, que nos recomendou o Pingu. Nossa, adorei, achei muito mais legal.
E vocês com filhos pequenos, quais os desenhos que fazem mais sucessos tanto com pais quanto com filhos?

Ponto final

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Entreguei a tradução.
Mandei o arquivo para a editora à 1:10 da madrugada de domingo pra segunda.
Nem acredito. 660 laudas.
Sim, ainda falta o copidesque, a revisão técnica, a revisão da revisão etc. Mas, caramba, ficou assim um vazio em minha vida.

É um livro muito bom, que gostei de traduzir. Passado o susto inicial, a responsa de traduzir o texto de um super professor seriíssimo de Oxford e talz, e todo aquele vocabulário britânico que eu não conhecia, foi uma experiência muito boa, e aprendi muito com o autor.
E, entre outras coisas, o bom de traduzir livro sério é que posso escrever outrem e alhures sem constrangimentos.
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27.6.09

As pessoas são muito loucas

A frase acima é uma espécie de slogan aqui em casa. Uma das frases favoritas de Marido e minha. Serve para expressar nosso sentimento de estranheza perante, como dizer?, "o mundo em geral".
O post do Starbucks me fez lembrar da frase. Assim como no sábado passado, quando fui com Mathilde à praia ("A paia! A paia!"). Estava um dia perfeito de inverno carioca, céu azul sem uma nuvem sequer, temperatura ideal. Mathilde enlouquecida brincando na piscina armada pelo barraqueiro. Comprei um saco de Biscoito Globo para nós duas. Ela, típica bonne vivante [não é revelador que esta expressão só exista no masculino?], sentou-se numa cadeira de praia dessas que ficam para alugar e apontou para a cadeira do lado dizendo "mamamamãe", o que significa mais ou menos uma ordem para que eu me sente ao lado dela. Obedeci. Ela se deu por satisfeita e ficou comendo o biscoito apreciando o movimento no calçadão.
Enquanto isso, outras crianças mais ou menos da mesma idade brincavam na areia. Algumas, totalmente vestidas, apenas sem sapatos. Outras, de roupa de banho. Mas o mais curioso eram as mães. A menina louca para entrar na piscina, e a mãe "Fulaninha, não encosta nessa água, que você está gripada!". Dois irmãozinhos brincando na mangueira de onde jorrava água da bomba, e a mãe "Fulano! Beltrano! Saiam daí! Vocês vão se molhar!". Um garoto um pouco mais velho (uns 4 anos) estava de camiseta de manga comprida, e enfiou os dois braços na piscina enquanto os pais se distraíram com a irmã menor. Coitado, só faltou apanhar, porque a blusa ficou encharcada.
Então a nova moda parece ser essa. Levar as crianças para a praia e não deixar que elas se molhem.
Tenho certeza de que tem alguma parte dessa história que ainda não me contaram. Algum sentido tem que haver.
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Deslumbre

Parece que abriu uma loja Starbucks no shopping center do bairro. Percebi porque comecei a ver, na rua, umas pessoas com copos da Starbucks na mão. De repente passei a reparar. Muitas pessoas. E percebi que entraram numas de exibir seu copo de isopor da Starbucks. Tipo, depois de vazio, continuar andando com o copo na mão. Quem sabe se não guardam em casa para usar novamente no dia seguinte.
Me senti em Moscou quando abriu o primeiro McDonald's.

Este mundo não me pertence mesmo.
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26.6.09

Música, apenas

M. sapecou algumas fotos ótimas do concerto!

O show de segunda foi um enorme sucesso. A Cecília Meireles lotada, numa segunda à noite. E o concerto, lindíssimo. Fiquei muito feliz.

E enquanto ouvia a música, voltei a pensar em algo que já vinha matutando desde há algumas semanas, quando fui ao um concerto da Rio Folle Journée* com M., na mesma Sala Cecília Meireles.** Que é sobre assistir concertos de música clássica e música instrumental. Gosto tanto porque são ocasiões em que não há nada competindo com a música. Não há filme. Não há história. Não há mise en scene. Não há luzes piscando. Não dá pra dançar. Não dá pra conversar. Não há letra para entender. Nada para tirar sua atenção. Não há opção a não ser ouvir. Apenas.

*Sempre tento ir nesses eventos. Rio Folle Journée, Rio Restaurant Week, Festival de Cinema do Rio. Porque são tantas as desvantagens de se morar numa megalópole, que me sinto na obrigação de aproveitar as vantagens.
**Este ano toda a programação de clássicos está sendo na Sala porque o Municipal está em reformas. Como vocês sabem, 2009 é o centenário da inauguração do Municial. Aí hoje vi na televisão do elevador do trabalho que a previsão de término da obra é dezembro. Não é sensacional? No ano inteiro do centenário o Teatro vai ficar... fechado! Como é que ainda me surpreendo com essas coisas?
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22.6.09

Hoje 20h30


Estarei lá.

18.6.09

O lorde da motocicleta


Todos que trabalham no mesmo prédio que eu já o viram. Não tem como não reparar. Ele vai embora lá pelas 6 da tarde, e a princípio a gente pensa que é um, sei lá, astronauta. Mas é só um motociclista. Só que nunca se viu um tão paramentado. Protetor de cotovelos, calça especial, tênis que fazem nhec-nhec, casaco high tech e um estranhíssimo protetor de pescoço, que mais parece aquelas almofadas em forma de U para dormir em avião. E capacete na mão.
Passado o primeiro susto, da segunda vez que se pega o mesmo elevador que ele já dá pra reparar. Ele é bonito. Beeem bonito. Alto, meio grisalho, cabelo bem aparado. Ar de, sei lá, holandês. Holandês bonito, bem entendido, que não é lá uma coisa assim muito fácil.
Ah bom, então. Ele trabalha no meu ex-andar (como já falei, agora subi na vida [3 andares, precisely] e tenho vista pros barquinhos do Iate). E aí que um dia me vi esperando elevador com ele no hall do andar. E olhamos da janela lá embaixo e vimos aquele trânsito compriiiido da Mena Barreto, uma porção de luzinhas vermelhas andando devagarinho. Fui eu que comecei. Falei qualquer coisa sobre uma moto imensa que estava parada no engarrafamento. Ele respondeu sem hesitar ("Mas não é um triciclo?". Era.) e não parou mais de falar. Fez vários comentários sobre, sei lá, o trânsito, as ruas de Botafogo, o tempo. E eu com meu capacete vermelho na mão. Ele olhou, curioso, mas não perguntou nada. "Bicicleta", eu disse. "Ah", ele sorriu. E o elevador chegou, entramos e logo entraram mais 250 pessoas.
Encontrei o motociclista outras vezes. "Ué, não está mais vindo de bicicleta?", ele perguntou um dia, ao me ver indo embora sem capacete. Expliquei que agora paro na garagem e prendo o capacete na tranca junto da bicicleta. Ele disse que não faz isso na moto porque tem medo que alguém suje ou faça algo com o capacete dele (que pressuponho ser de titânio, urânio enriquecido, kriptonita ou material semelhante). Uma outra ocasião ele comentou que os capacetes de bicicleta são muito frágeis. "Eu já quebrei uns 3 desses". Fiquei sem entender se ele já atropelou 3 ciclistas ou se é ele mesmo um ciclista muito ruim. Achei melhor não perguntar.
Quando comentei com as calegas-de-trabalho sobre meus papos com o motociclista, todas ficaram espantadas em saber que ele é simpático. Porque sua figura paramentada é tão intimidadora, que tenho a impressão de que ele ficou genuinamente grato por ter estabelecido um contato. Falei que parece holandês também porque, além da cara de Van der Sar (só que bonito!), sinto nele um levíssimo sotaque, indefinido. E essa sensação de estrangeiro só se reforça nessa alegria que ele parece sentir por fazer um mínimo contato com alguém. Não tem nada de flerte, é só a alegria do reconhecimento.
E a gente, que anda sempre a fazer troça da alteridade mínima.
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17.6.09

As razões do meu sumiço

Não que alguém esteja curioso, mas.

Primeiro motivo, esse lindo projeto. Lindo, mas que está me dando uma tremenda canseira, que coordenar uma coisa dessas enquanto se trabalha em outro lugar de 9 às 6 não é bolinho. Mas ó: atentem para a agenda dos shows, façam download das músicas, enfim, aproveitem.

Segundo motivo, a tradução. Que, meus queridos, acabei. Exatas 539 páginas de Word, Times New Roman corpo 12, entrelinha 1,5. Querem mais números? 208.085 palavras. 1.112.366 caracteres sem espaço. 1.319.149 caracteres sem espaço. 2.509 parágrafos. 17.626 linhas. Estou agora dando uma lida geral e final em tudo. Ainda falta metade. Mas, nossa, orgulho imenso. Penso até em fazer uma noite de autógrafos quando for publicado, hahaha.

Terceiro motivo, o trabalho. Que minhas funções aumentaram. Bastante. Salário aumentou também, não tão bastante assim, mas anyway. E mudei de sala, agora tenho vista para a Baía de Guanabara e Pão de Açúcar. Depois mando fotos no estilo "sorry, perifa". Mas aí fiz seleção para estagiário, pois a grã-fina com motorista saiu fins de maio. Morri de rir quando li na Bel:
"Vou pra sempre imitar Liz Lemon: "OMG! Youths!", e sair correndo."
Porque foi quase isso. Esse pessoal nascido na época da Olimpíada de Seul. Mas nem posso reclamar. Entrevistei 15 almas, e pelo menos 7 eram bons candidatos - excelente média, me garantem amigos do mercado editorial que passaram por isso recentemente. Fiz uma shortlist de 3, que foram hoje para uma segunda entrevista, e escolhi, junto com Mr My Boss, uma jovem de cabelos vermelhos e unhas pretas.
Mas o engraçado foi ver os currículos, e o que as pessoas acham que devem incluir. "Canoa havaiana", por exemplo, tinha num currículo. "Possui carteira de motorista", em outro. Youths!

Quarto e melhor motivo de todos, Mathilde. Que cada vez mais é a maior alegria do meu dia, da minha vida, de meu tudo. Desandou a falar uma porção de coisas. E se revelou uma garota de Ipanema. Não podemos passar pela praia ou pela Lagoa de carro que começa a gritar "A paia! A paia!" (pois é, tem essa mania de falar várias coisas precedidas do artigo definido). E na semana passada, estávamos na casa da minha mãe e ela olhava pela janela (cuja vista não é para a praia) e gritava "A paia! A paia!", então a levamos até a praia, que fica a dois quarteirões só. Nossa, que acontecimento. Quando estávamos a meio quarteirão de distância, e ela se tocou que estávamos mesmo indo para a praia, ficou louca. Gritava maniacamente, começou a correr, uma coisa. E, bem, estava frio, né? Então minha mãe ficou no calçadão e eu desci com ela, as duas de calça e camiseta, e ficamos sentadas na frente do mar. E ela sentada, parada, olhando para o mar. E eu brincava um pouco com areia, e cavava um buraco, ela brincava e tal. Mas logo levantava, se afastava um pouco, sentava sozinha e ficava contemplando o mar. O que se conclui desse comportamento, eu juro que não sei.

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25.5.09

Bla bla bla ti ti ti

Um tempão sem escrever no blog. Alguns posts rascunhados e nunca terminados. Daqueles sobre os assuntos de relevância nacional e planetária. Que eu fico achando que tenho que escrever bem, super bem, de acordo com a importância do assunto. E acaba que não dá tempo, nem saco, nem nada. Estou no sprint final da minha tradução gigantesca. Um livro que aborda um assunto durante 2.500 anos ("da Grécia antiga ao século XX"), e finalmente cheguei no último capítulo, sobre o século XX. Tive a infeliz ideia de escrever para a editora há algumas semanas dizendo que ia entregar no final deste mês. Eu, toda gabola. Idiota, idiota. Agora toma, quem manda?

Então os assuntos de relevância nacional e planetária vão ficar para outro momento. Ou para outras ocasiões. Como na sexta, quando aproveitei a Restaurant Week para ir jantar fora com minha amiga T. e falar de todos esses tais assuntos. Marido fez uso de seu maravilhoso número da magnamidade, pegou Mathilde na escola, levou pra casa da mãe dele e me disse Vai, meu bem, se distrair, sair com suas amigas, daquele jeito tão engraçado de fazer galhofa que só ele sabe fazer. Então eu e T. passamos a tarde trocando emails escolhendo um lugar e descobrindo que estava tudo lotado. Eu queria ir na Julieta, que não conheço, mas, hélas, fully booked. Acabamos escolhendo o MiamMiam, que eu adoro não só pela comida mas porque a chef é minha amiga. E de T. também, éramos todas da mesma turma de colégio, numa época em que existia uma coisa chamada Segundo Grau, viram, crianças? E eu tenho um imenso orgulho da minha amiga chef, que já abriu agora um segundo restaurante. Um sucesso, adoro, adoro. E a comida é um arraso.
E cheguei uns quarenta minutos mais cedo do que o horário combinado com T., que por sua vez pegou trânsito e se atrasou à beça. Então foi bom porque R., a chef, sentou na mesa comigo e ficamos uma boa hora conversando, colocando papo em dia. E depois T. chegou, e ficou contando tantas coisas, a mais engraçada de todas o comentário feito pela mãe de seu namorado (7 anos mais jovem do que ela): Ah, meu filho, a T. é intelectual, né? Ih, você sabe, essas mulheres às vezes nem querem ter filhos. Hahaha, e na verdade não é nada disso, T. não esconde que quer muito colocar Tzinhos/as no mundo. E o namorado, apesar de mais jovem, também estaria disposto (disse-me ela), mas a mãe não consegue enxergar além do estereótipo construído para "a mulher intelectual". Só porque T. estuda história da arte dos séculos XIII e XIV, e é daquelas pessoas que têm tanta intimidade com o assunto que nem fala mais a palavra "século", só diz "um autor do treze", ou "isso era comum no quatorze", essas coisas de quem é do ramo.
Mas digressiono....
E no sábado fui ao salão e disse à cabeleireira: cuidar do meu cabelo está lá no final da minha lista de prioridades. Não tenho tempo, não tenho saco, não estou a fim. Ela me olhou e disse Deixa comigo. E, oh, ficou muito bom. Curtinho, curtinho, descobri que gosto do meu pescoço e nem sabia. Agora só vou andar com roupas que me deixem pescoçuda por aí.
E depois fomos a um aniversário de 3 anos no Jd Botânico, e lá estavam meu primo F. e sua mulher D., e a filhinha dos dois, A., de um aninho, coisa mais fofa. E D. estava babando de indignação com o guardador de carro, que perguntou se ela era mãe ou avó (!) da neném que saía do carro. E D. disse que parou o que estava fazendo, olhou muito séria para o guardador e perguntou, Vem cá, você está dizendo que acha que eu posso ser avó dessa criança? Porque D. tem 34 anos, minha gente. E o guardador ficou sem graça, se desculpou, mas sabe como é, aí não tem mais jeito. E meu primo F. coroou o episódio dizendo que talvez ela devesse mesmo emagrecer um pouco. O que só prova que os homens, não importa o quê, são de fato seres sem noção. D. nem está muito gorda, a roupa é que não favorecia.
E enfim.
A situação está neste pé.
E Mathilde, né? Que quando eu chego em casa me saúda com o "Mamãe!" mais apaixonado que eu jamais poderia sonhar. E que hoje foi comigo de casa para a escola a pé, o trajeto inteiro, uns 15 minutos, no passinho pequenino dela. Muito, muito mocinha.
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9.5.09

Dia das mães

Sempre pensei que reproduzir-se era o auge da idade adulta – mais do que casamento, independência financeira ou casa própria. Portanto, para mim foi uma surpresa quando o fato de ter filhos não fez com que eu me sentisse pessoalmente mais madura. Isso fica ainda mais evidente em meu relacionamento com a minha mãe. Ainda espero que os outros percebam que sou a filha, e não a mãe. Muita gente me deseja “Feliz Dia das Mães”, mas eu ainda me considero aquela que dá os parabéns, e não a que recebe. Talvez minhas expectativas fossem altas demais. Talvez seja uma conseqüência natural de chegar à maturidade durante uma época de mudança cultural que fez com que a idade adulta fosse mais ambígua. Hoje, as mães raramente são chamadas de “Senhora Fulano”, e pais e mães muitas vezes vão trabalhar de jeans. Graduar-se para ser pai ou mãe significa que não estamos mais protegidos pela liberdade de uma infância extravagante, e por isso é tão difícil superar essa fase. É triste, mas eu acho que nós só tomamos as rédeas das mãos de nossas mães depois que elas morrem, ou então quando trocamos de papel e passamos a tomar conta delas.

Amy Richards, "Opting In: Having a Child Without Losing Yourself", em tradução livre.

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